Top 5 Medicamentos mais buscados em 2020

22.01.21 11:34 Por Leila

Confira a lista dos cinco medicamentos mais buscados em 2020 e o motivo pelo qual eles estão no topo das buscas no Consulta Remédios

Com o início da pandemia do novo coronavírus, a corrida de cientistas, pesquisadores e indústrias farmacêuticas foi para descobrir se algum remédio já existente no mundo teria eficácia contra a covid-19. A esperança era de que algum fármaco já fosse capaz de combater a doença.


Porém, diferente disso, nenhum medicamento foi capaz de ter uma eficácia comprovada, o que resultou numa corrida incessante para descobrir uma vacina, além de tratamentos seguros. 


Mesmo assim alguns fármacos estão sendo utilizados como forma de controlar determinados sintomas e prevenir a piora do quadro. Nesse sentido, alguns medicamentos foram muito receitados para o tratamento da covid-19, com destaque para o antibiótico Azitromicina, o segundo mais receitado pelos médicos de todo o mundo para a doença, de acordo com a Sermo - plataforma mundial usada por estes profissionais.


Lista dos medicamentos mais buscados em 2020

Dentre os medicamentos mais buscados em 2020, constam antibiótico, corticoide, vermífugo e remédio para tratamento da malária. Vale ressaltar que alguns são os nomes dos princípios ativos do fármaco e não o nome comercial.


Vamos entender melhor o motivo de cada um desses medicamentos serem tão citados na mídia e receitados por médicos para auxiliar no tratamento da covid-19.


1 - Ivermectina - 9.293.076 buscas 

Apesar de não existirem evidências a favor do fármaco Ivermectina em humanos, em estudos in vitro ele demonstrou impedir a replicação do coronavírus em células isoladas, porém em doses muito maiores do que as recomendadas para uso em humanos. 

As pesquisas acerca da substância continuam e, futuramente, terá uma resposta. Mas ainda não existe nenhuma comprovação.

2 - Azitromicina - 3.590.608 buscas 

É um antibiótico com efeito antibacteriano, usado comumente no combate às doenças do trato respiratório, como a bronquite, pneumonia, sinusite, faringite, entre outros quadros. 

Em testes para o combate à covid-19, a droga é usada combinada com a cloroquina ou a hidroxicloroquina. Apesar disso, não existe nenhuma comprovação de que este combo realmente atua reduzindo a carga viral da doença.

3 - Hidroxicloroquina - 2.768.334 busca

Talvez o mais polêmico dos fármacos indicado, sem comprovação científica, para o tratamento da covid-19. Diferente da cloroquina, a hidroxicloroquina é considerada mais segura, com menos efeitos colaterais. 

É utilizado para o tratamento de doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide e a malária. Porém, para o tratamento da covid-19, não existe nenhum estudo que garanta sua eficácia até o momento, o que torna seu uso, fora das indicações da bula, até mesmo perigoso.

4 - Dexametasona - 2.682.689 buscas 
A dexametasona, anti-inflamatório pertencente à classe dos corticoides, ajuda a combater casos graves da doença. Outras pesquisas sérias chegaram à mesma conclusão. Mas atenção: o benefício é para quem está com sintomas severos, e precisa de oxigênio. Se dada precocemente, a dexametasona pode, inclusive, atrapalhar a resposta imunológica do indivíduo e prolongar o tempo da doença.

5 - Prednisona - 2.249.605 buscas 

Prednisona é indicado para o tratamento de várias doenças endócrinas, dermatológicas, alérgicas, oftálmicas, respiratórias, e outras que respondam ao tratamento com corticosteroides. 

Para a covid-19, o uso de corticoides ainda gera muito debate. Assim como o dexametasona, não existe nenhum estudo que comprove sua eficácia, mas alguns médicos consideram essa substância mais segura. 

Comparativo das buscas 2020 x 2019
Abaixo, a porcentagem de aumento nas buscas pelos medicamentos, comparada ao ano de 2019. 

  • Ivermectina: aumento de 1.201,49%
  • Azitromicina: aumento de 53,58%
  • Hidroxicloroquina: aumento de 2.826,82%
  • Dexametasona: aumento de 17,77%
  • Prednisona: aumento de 11,56%

Vale ressaltar que nenhum medicamento deve ser consumido sem prescrição médica e que a automedicação pode levar a problemas sérios de saúde, inclusive à morte.